Walmart foi às compras

O gigante de Bentonville está reagindo ao crescimento da Amazon, do Google e do Alibaba. Ou pelo menos se preparando fortemente para tal. Para isso, foi às compras e adquiriu uma série de empresas com forte presença e tecnologias para atuação no mundo online. Veja só a lista:

  • 1. Bonobos
    • Vestuário masculino, adquirida em abril de 2017 por US$ 310 mi
  • 2. Modcloth.com
    • Roupas femininas estilo vintage, incorporada em março 2017 por algo entre US$ 50 a 75 mi
  • 3. Moosejaw
    • Vende equipamento esportivo, permitindo acesso a marcas como Patagonia e North Face, comprada em fevereiro 2017 por US$ 50 mi
  • 4. Hayneedle.com
    • Loja de móveis online, arrematada em fevereiro 2017 por US$ 90 mi
  • 5. Shoebuy.com
    • Calçados online, levada em janeiro 2017 por US$ 70 mi
  • 6. Jet.com
    • Varejista que mais parece um Target online, dono da tecnologia smartcart, primeira aquisição de peso, em agosto 2016 por US$ 3,3 bi (sim, bilhões)

Fonte: www.thestreet.com

Além disso, o gigante tem testado maneiras bem omnichannel de operar, como essa iniciativa de entrega de compras DIRETAMENTE NA GELADEIRA, na casa do cliente. A parceria é com a empresa de fechaduras digitais (smart locks) August. Acompanhe no vídeo a seguir.

Rebecca Minkoff, onde online e offline se encontram.

A Rebecca Minkoff, varejista de moda feminina dos Estados Unidos, usa  novas tecnologias para captar informações e oferecer serviços adicionais aos clientes de um jeito impressionante. Na entrada da loja, há uma gigantesca tela touch, que também faz as vezes de espelho. Navegando nessa tela, as clientes podem acessar o catálogo da loja e indicar os produtos que gostariam de experimentar. Uma mensagem ao celular cadastrado indica para qual provador devem se dirigir. As clientes também podem solicitar gratuitamente água, chá, espumante ou café expresso – e recebem outra mensagem de texto tão logo a sua bebida esteja pronta.

Dentro do provador, a interação digital continua forte, em espelhos que também funcionam como telas sensíveis ao toque. A cliente pode mudar a iluminação, simulando luz do dia, entardecer, noturna, etc. Como todas as mercadorias levam etiquetas RFID, cada vez que uma nova peça é trazida para o provador, o sistema reconhece sua entrada, passando a apresentar sua imagem na tela. Uma grande vantagem do sistema é permitir ao varejista acompanhar os itens levados até o provador e que não foram comprados, os “carrinhos abandonados”. Isso gera a possibilidade de follow-ups de vendas para as clientes. O acompanhamento das compras em detalhe, também permite traçar perfis e tipologias de clientes. E toda a interação fica gravada no histórico de compras da  cliente, em mais uma demonstração de como o offline tem emprestado ideias do online.

A parceria da iniciativa é com a e-Bay,

Walmart desiste das lojas Marketside

O Walmart planeja fechar todas as suas lojas  Marketside no final deste mês. As lojas, todas no Arizona – vão fechar 21 de outubro. Termina assim, abruptamente, este primeiro experimento com lojas  de menor porte da gigante do varejo. A empresa lançou o formato Marketside em 2008, quando abriu lojas em Mesa, Chandler, Gilbert e Tempe, no Arizona. Em contraste com um Walmart Supercenter típico, as lojas de Marketside são pequenas mercearias especializadas em refeições e alimentos frescos.  No entanto, o fechamento dessas lojas não deixa o Walmart apenas com lojas de grande porte. O varejista continua a operar e construir suas lojas Walmart Express em mercados teste como Richfield, na Carolina do Norte, Arkansas e Chicago.

Fonte: http://www.csnews.com/top-story-walmart_to_close_all_its_marketside_stores-59704.html

A crise e o varejo norte-americano

O varejo norte-americano ainda tem sofrido bastante nesses quatro primeiros meses do ano. Comparando os resultados de 2009 com os 4 primeiros meses de 2008, o varejo teve queda total de 10%. Seguem alguns destaques:
(:( O setor de veículos teve queda de 25%! A coisa realmente anda feia por lá quando se trata de automóveis: a venda dos postos de gasolina caiu espantosos 34,6%!
(:) O setor de saúde e cuidados pessoais teve aumento de 2,8%. Em tempos de crise, como aqui no Brasil, permanecem as pequenas indulgências. Nessa onda seguem os setores de alimentação fora do domicílio e bares, estes com crescimento de 1,7%.
(:( Ramos do varejo relacionados com cuidados com a casa também andam penando. Material de construção e jardinagem teve queda de 11,2% e móveis 14,3%. Em tempos de crise não é hora de gastar com isso.
(:) As lojas mais despojadas, as general store, que incluem os supercenters e os clubes de compra, cresceram 0,5%. Na verdade esse resultado é melhor, visto que o Bureau do Censo nos Estados Unidos inclui nessa categoria as lojas de departamento. Essas últimas sim sofreram queda de 6,7%. Já o Wal-Mart, um grande varejista pertencente à categoria general store, apontou crescimento de 3,8% nos três primeiros meses do ano. Parece que o norte-americano está fortemente focado na compra do básico, conforme o presidente do Wal-Mart informou em janeiro, no encontro da NRF.
Veja mais detalhes no quadro a seguir. Bom proveito.